A Logoplaste num relance

Panorâmica. Tem sede no cabo da Roca mas as suas fábricas vão de Vladivostock ao Brasil e EUA. Tendo apostado na internacionalização há 24 anos, Portugal representa 12% das vendas

 

Completa 40 anos em 2016, mas só há 24 se lançou na expansão para outros mercados. Hoje, a Logoplaste é uma empresa global, presente em quatro continentes e no seu mercado – o da produção de embalagens de plástico rígido – é a 3.ª maior da Europa e figura no top 10 do ranking mundial. Tudo porque apoiou a sua estratégia de internacionalização num modelo inovador: instalar as unidades Logoplaste dentro das fábricas dos clientes.

O trabalho muito próximo com o cliente é realmente a chave do sucesso da Logoplaste. Com a chamada solução hole in wall, isto é, funcionando em instalações próprias mas dentro das fábricas do cliente, a Logoplaste garante um atendimento e soluções de embalamento verdadeiramente personalizados. Nada está fora do seu alcance, nem formas (moldes) inovadoras de garrafas, boiões e outros nem os materiais usados. Para isso, a Logoplaste conta com o seu Innovation Lab (iLab) e com uma aposta muito forte na pesquisa e inovação de produtos, em que todos os anos investe uma percentagem da sua faturação (ver texto abaixo).

A Espanha foi o primeiro passo na internacionalização da Logoplaste, em 1992. A experiência correu mal com a primeira fábrica em Toledo, mas foi uma lição crucial para o sucesso da estratégia de expansão da empresa. Atualmente, em Espanha há sete fábricas Logoplaste, a que se juntam mais de meia centena de outras unidades dispersas por 16 países, em quatro continentes. “Na brincadeira, costumamos dizer que estamos presentes do cabo da Roca até Vladivostok”, referiu o CEO da Logoplaste, Filipe de Botton. Portugal representa apenas 12% do total das vendas da Logoplaste, que em 2015 chegaram muito perto dos 500 milhões de euros (ver texto abaixo).

 

Imagem Fotolia_4835924_M1.  Faturação em 2015 perto de 500 milhões

No ano passado, a Logoplaste registou um volume de negócios de 495 milhões de euros, valor que representou um crescimento de 7,8% face ao ano anterior, em que a faturação da empresa se ficou pelos 459 milhões. Fortemente internacionalizada, o peso do mercado português – com as suas 15 fábricas – nas vendas da Logoplaste fica-se pelo 12,5% do total, ou seja, não foi além dos 62 milhões de euros realizados em 2015. Já as sete fábricas Logoplaste em Espanha representam 7% do volume total de vendas do grupo, tendo atingido, o ano passado, os 36 milhões de euros.

 

DSC_80572.  Uma verdadeira empresa global

O seu CEO afirma que a Logoplaste é, provavelmente, a mais internacional das empresas portuguesas. Com 59 fábricas espalhadas por 16 países de quatro continentes, o conjunto global das unidades Logoplaste atravessa oito fusos horários e nelas estão reunidas 32 nacionalidades, falam-se 12 idiomas e lida-se com 23 moedas diferentes. Com tudo isto, a Loplaste assegura cerca de dois mil postos de trabalho.

 

DSC004173.  Investimento em pesquisa e inovação

Todos os anos a Logoplaste reserva entre 1,3% e 1,5% da sua faturação para aplicar na investigação e inovação de produtos no seu iLab, ou seja, valores que podem chegar aos 7,5 milhões de euros por ano. Estratégia que leva ao desenvolvimento de moldes e produtos inovadores e permite à Logoplaste encontrar soluções como as inéditas garrafas PET para bebidas espirituosas.

 

Bottles_MB4.  Embalagens por segundo: 391

“No tempo que demora a bater uma palma, ou seja, num segundo, a Logoplaste produz 391 embalagens.” Pelo menos, assim o afirma a empresa, o que, pelas suas contas, significa que por ano são produzidas 12,6 mil milhões de embalagens nas fábricas Logoplaste.

 

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5.  Valioso portfólio de clientes diversos

Entre os clientes Logoplaste contam-se algumas das mais consagradas marcas internacionais, como a Coca-Cola e a Heinz ou as portuguesas Fula, Luso ou Mimosa, entre outras. Além disso, a Logoplaste fornece setores que vão dos produtos lácteos, aos óleos e azeites, molhos, bebidas, detergentes e lubrificantes. E agora até faz garrafas para bebidas alcoólicas, em que normalmente impera o vidro.

 

Texto: Adelaide Cabral
Imagens: Logoplaste e Fotolia