O Grupo Pestana de relance

Panorâmica. Com uma cadeia de hotéis distribuída por 15 países e três continentes, o Grupo Pestana realiza 40% da sua receita além-fronteiras e ocupa a 10.ª posição do ranking ibérico

 

Criado em 1972, na ilha da Madeira, o Pestana Hotel Group – ou Grupo Pestana, na versão mais lusitana – leva já duas décadas de internacionalização e realiza 40% das suas receitas no exterior, mais de metade das quais em países da América Latina. Líder do mercado nacional e bem colocado nos rankings hoteleiros mundiais, tem vindo a somar anos de excelentes resultados, tendo atingido, em 2015, um volume de negócios de 400 milhões de euros.

A génese do Grupo Pestana começa com a tomada da concessão  da cadeia Sheraton na Madeira. A marca Pestana só viria a surgir com o fim dessa concessão, já na década de 1980. Mas o facto é que,  independentemente da designação, o Grupo Pestana soma já 44 anos de experiência hoteleira.

Até 1996, durante 24 anos, o Grupo Pestana esteve implantado na sua totalidade em Portugal. Nesse ano surgiram os primeiros hotéis Pestana nos PALOP e, já no século XXI, chegaram ao Brasil e a outros países da América do Sul, bem como aos Estados Unidos. Quanto à entrada no quase impermeável mercado espanhol, onde os grupos hoteleiros são muito fortes e concorrenciais, só em 2013 foi possível, com a inauguração do Barcelona Pestana Arena.

Hoje, o Pestana tem 87 hotéis em três continentes e é um dos maiores grupos hoteleiros do mundo (ver caixa abaixo), estando no top 10 hoteleiro da Península Ibérica.

Ainda assim, a intenção dos seus responsáveis é continuar a expansão. Por isso, para os próximos anos, a estratégia é clara: reforçar o grupo em Portugal, consolidar  a presença na Europa e na América do Sul e apostar forte nos Estados Unidos. O objetivo último é ultrapassar a fasquia dos 100 hotéis em 20 países até 2019 (ver caixa).

 

Pestana Palácio do Freixo Pousada & National Monument1.  Líder em Portugal é 31.º no ranking  da Europa

Em 44 anos, o Grupo Pestana passou de um hotel no Funchal, em 1972, para uma cadeia de 87 unidades, em 15 países e três continentes – Europa, África e América. No conjunto dos seus hotéis, resorts e Pousadas de Portugal – rede cuja gestão assumiu em 2003 e em que se integra o Palácio do Freixo (na foto) -, o Grupo Pestana conta com  10.633 quartos. Números que atiram este aglomerado turístico para invejáveis posições nos rankings hoteleiros: é 1º em Portugal, 10º na Península Ibérica, 31º na Europa e o 125º maior do mundo.

 

Magic SPA2.  Clientes: 3 milhões / Colaboradores: 7 000

Em 2015 passaram pelas diversas unidades hoteleiras do Grupo Pestana cerca de três milhões de clientes, a maioria dos quais franceses (20%) e ingleses (19%). Para atender a tão vasta clientela, o grupo dá emprego direto a cerca de 7 000 colaboradores. Entre os seus hotéis, resorts, pousadas históricas e residências turísticas, o Pestana oferece uma panóplia diversificada de experiências.

 

Pestana Equador Ilhéu das Rolas Beach & Island Resort3.  Meta: 100 hotéis em 20 países até 2019

O Grupo Pestana quer superar a meta simbólica dos 100 hotéis em 20 países nos próximos 3 ou 4 anos. Os 20 projetos em curso vão implicar um investimento de cerca de 170 milhões de euros e acrescentarão ao grupo 3.000 novos quartos, aumentando o total para 13 500. Irão abrir unidades em Amesterdão, Marrocos, Rio de Janeiro, Madrid, Montevideu e Newark, além dos quatro novos CR7.

 

Campo de Golf_Pestana Vila Sol4.  Campos de golfe e outros negócios

Embora a hotelaria seja a principal atividade do Grupo Pestana – responsável por 68% da sua receita -, a cadeia portuguesa detém ainda seis campos de golfe, dois casinos, empreendimentos imobiliários e até uma companhia de aviação charter e uma cervejeira na Madeira. Ao todo, são nove as áreas de negócio que compõem o portfólio do grupo.

 

Imagem 106110715.  Nasce uma nova marca:
Pestana CR7

São quatro os novos hotéis que vão abrir sob a nova marca Pestana CR7, que alia as duas supermarcas madeirenses. Previstos para as cidades do Funchal, Lisboa, Manhattan, bem no centro de Nova Iorque, e na Gran Vía de Madrid, o projeto vai custar 75 milhões de euros e pôr 458 quartos à disposição da nova geração dos millennials. O CR7 Lisboa, a abrir num edifício histórico da Baixa Pombalina, deverá ser inaugurado já no fim deste ano.

 

Texto: Adelaide Cabral
Imagens: Grupo Pestana