Santander quer financiar infraestruturas

António Vieira Monteiro, presidente executivo do Santander Portugal, afirmou que a iniciativa Conversas Soltas, visa refletir sobre temas fraturantes que considera importantes para o nosso país, sublinhando que “o interior está na moda, mas, entre o que se fala e a realidade, é necessário fazer alguma coisa e é isso que pretendemos, quando falamos do interior: chamar a atenção para a diversidade do país”.
O banqueiro lembrou que a nível de agricultura há grandes diversidades no país: regiões muito desenvolvidas, regiões médio-desenvolvidas e regiões mais pobres. Vieira Monteiro realçou que “são precisamente essas regiões mais pobres que precisam da nossa atenção, precisam mais do nosso esforço e exigem mais meios de todos aqueles que estão inseridos na economia nacional. A ideia é dar contributos para o que aquelas regiões possam vir a ser”.
Neste debate, Carlos Santos Lima, diretor coordenador de negócios do Santander, manifestou a disponibilidade do banco para apoiar não apenas os projetos empresariais na agricultura mas também projetos de infraestruturas e obras que ajudem a potenciar o dinamismo do setor.
“A região interior, como qualquer outra, tem interesse para o banco, por ser uma região que está em desenvolvimento, que está a atrair investidores, que eu não vou chamar-lhe estrangeiros, mas que não são da região e que estão a ver oportunidades de negócio, até pelo preço que a terra ainda tem, que se torna atrativo”, disse Carlos Santos Lima.
Para este responsável, se avançassem infraestruturas, se fossem desenvolvidos vários projetos, nomeadamente do rol dos que têm sido falados nestas mesas-redondas nas Conversas Soltas, ligadas à água e ao regadio, seguramente assistir-se-ia a um desenvolvimento económico muito grande, porque  normalmente “são investimentos que obrigam à existência de capitais próprios dos investidores mas também de apoios, e aqui a banca pode ser um parceiro privilegiado”.
O Santander tem sido uma das entidades bancárias parceiras do Ministério da Agricultura para disponibilizar acesso a linhas de crédito destinadas a financiar atividades do setor.

Ana Maria Ramos